quarta-feira, 19 de setembro de 2007




No fim de semana...

Estavam sentados os dois num buteco. Cerveja, uns cigarros queimando. Proseavam prazerosamente sobre os velhos tempos. Velhos tempos recentes. Refrescaram suas memórias dos dias que choraram por sua paixões mal resolvidas, dos dias que se entorpeciam de maneira descontrolada, quando saiam de casa e voltavam cedo, bem cedo, das gargalhadas e tudo mais. Ali na mesa de bar criaram mais uma dessas memórias a serem lembradas dali a mais uns anos. Mémorias todas essas construídas por amigos, se amando platonicamente.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Dia de Cão

Gustavo, embriagado de tédio e saudade, juntou suas tralhas e foi direto ao ponto de ônibus.Estava mal, numa leve depressão. A vida na cidade grande, juntamente a sua esgotante rotina de estudos, fez dele uma máquina triste e solitária durante algum tempo.
No ponto de ônibus ele não se aguentava, ancioso para chegar naquela pacata cidadezinha, onde ele havia passado praticamente toda a sua adolescência. Seus amigos também o esperavam, mas quem mais desejava ve-lo era sua menina, sua namorada, sua paixão flamejante a ponto de doer de saudade. Gustavo namorava a distância, enorme distância para ele e para ela...já que as horas de viagem triplicam quando se depende das latas de sardinha gigantes.
As horas naquele dia andavam devagar, já corriam duas desde que ele havia saido de sua casa. O circular com destino a rodoviária que diariamente passava de 20 em 20 minutos, naquele dia ainda não tinha passado. Gustavo pensou num táxi, mas o pensamento expirou rapidamente já que ele estava financeiramente fraco, muito fraco. Resolveu usar suas pernas mesmo. Caminhou durante uma hora por entre as agitadas ruas daquele formigueiro imenso, sujo e cruel.
A rodoviária estava um caos, manifestantes bloqueavam os ônibus nas saídas, reivindicando a diminuição do preço das passagens. Depois de algum tempo as brigas floresceram, já que muitos precisavam sair da rodoiária em seus onibus. Longas horas de caos até tudo ficar calmo. O sol ja escondia e Gustavo ainda não tinha comprado sua passagem. Foi se enfiando entre a multidão e conseguiu chegar ao guiche da empresa. Comprou exatamente a última passagem às sete horas da noite. Ainda eram seis, ele resolveu comer algo. Entrou numa lanchonete qualquer e pediu um guaraná e uma coxinha. Guaraná quente e coxinha pingando gordura. Pagou, foi ao banheiro e dpois desceu a plataforma 17. Nesssas hora se sentia um pouco aliviado de estar ali já, depois de tanto sufoco.
O ônibus veio atrasado, lotado. Gustavo procurou sua poltrona. Sentou-se ao lado de um senhor, um cego. Nos bancos a frente estavam duas mulheres que não paravam de falar de novelas. No banco de trás uma mulher acalmava seu três filhos, trigêmios.
As nove da noite o ônibus deixava o caos e caia nas longas rodovias. A viagem foi tranquila. Depois de algumas horas, Gustavo se levanta, ele chegou ao seu destino, despediu-se do cego, pegou suas malas e saiu, quase que correndo para a sua casa. Chegou matou um pouquinho a saudade dos pais, tomou um banho e já desceu ao encontro do pessoal. Bateu a casa de sua namorada:
-Te amo
- Eu sei!
Pegou a mão da menina e foi encontrar os amigos...Beberam, riram se divertiram. Aquele finalde dia, aquela noite valera todos os dias que ele havia passado na enorme cidade. Foi o refúgio dos sentimentos daquele incrível rapaz!



sábado, 1 de setembro de 2007

Dia D

Como os cantos dos pássaros
Ouço vozes ecoando do vale
Estridentes, alegres, chorosas
Não sei da onde vêm

Subitamente as vozes param
Os cantos se encerram
Assusto, corro a varanda
Uma avião corta os céus

Depois de um tempo pausadas
As vozes voltam desesperadas
Saí a varanda
Agora os aviões são muitos

Atirando para-quedas
A guerra chegara até nós

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Hoje me falaram de amor
Hoje sentiram nojo do amor...
Ontem diziam que tudo era possível
Que o humano não tinha sexo
Hoje se contradizem
E por aí vai...

terça-feira, 7 de agosto de 2007

>Introdução<

Para tentar entender o tamanho do mundo
E se integrar num outro mundo mais paralelo e infinito
Usaremos clássicos exemplos de vivência
Que todos, ou a maioria de nós, vivemos!




Poema instantâneo II

O sinal bate, a tropa de aprendizes entra fumegante
As novidades explodem, são ois pra cá , ois pra lá.
Um pequeno aquário de peixes variados
Um campo de concentração, imaginação

Um ponto respeitável aponta quando a porta se abre
O mestre marcha com suas ferramentas
Logo o respeito cai, e as novidades continuam
Mas as longas frases brotam no quadro negro!

Alguns olhos atentos se alimentam daquilo
Outros apenas enxergam, escutam e ficam na mesma inquietação
Logo o mestre se enfurece, e os atentos agradecem
Um pingo de respeito reaparece, e desaparece num piscar!

O tempo passa mais devagar para alguns
O alarme grita a felicidade da juventude
Os lápis e borrachas dormem
Os portões se abrem e o mundo vem a tona.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Vejam os textos antigos, vejam tudoo, a vontade meu pessoal!