quarta-feira, 30 de abril de 2008
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Poucas postagens, muitas idéias, falta algum tempo. minto, não falta tempo, mas esqueci desse espaço por uns momentos. uma certa preguiça de passar coisas pra cá. voltarei mais forte do que nunca. Sabe, vi muitas coisas nesses tempos que gostaria de compartilhar com todos. uma pena eu não ter muitos leitores!
até mais!
segunda-feira, 3 de março de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Para Amanda:
Ei, me pergunte se eu gosto de você.
Respondo, te amo.
Me pergunte o que eu quero.
Fugir daqui e cair nos seus braços.
Pergunte um sonho meu.
Tenho um sonho nosso.
Vivo, agora vivo
Nos instantes que penso em você
me transporto pra Minas.
Fechar os olhos em plena avenida
lotada de carros e gente.
Fechar os olhos e acreditar que estamos numa esquina
montessionensse, fazendo juras de amor.
Fechar os olhos e acreditar que estamos a um palmo.
Exercícios do amor. Exercícios mentais do amor.
Sonhar contigo, e acordar bravo,
desejando mais um minuto de sonho.
Tentar dormir novamente pra ficar junto
Deitar na cama olhando pro teto
traçando um futuro, o futuro que agente deseja.
Olhar pra tela do computador querendo tocar as suas palavras
querendo ouvi-las.
Pintar um quadro lindo, pensando que tem que ser o mais lindo.
Escrever um texto bom, pensando que deve estar impecável.
Olhar para o espelho, querendo ser mais bonito.
Privar de coisas prazerosas sem nenhum problema
Falar verdades sem medo.
Confessionar absurdos
Ser eu mesmo
Estou descobrindo
a essência deste município
A grandiosidade disso
Tanta gente que eu, mineiro do interior, fico abismado
De custume faço minhas anotações
Um bloquinho de sugestões e reclamações
transcritas em forma de desenhos, poemas e narrações.
Um dia desses me perguntaram porque eu fazia isso!
Porque?
Porque alguns devem fazer.
Cientistas da humanidade.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
A biografia de Censório
Censório, filho de Esperança e Artur, nasceu no Rio. Nasceu junto à ditadura militar e talvez por isso mais tarde houvesse decidido morrer com ela.
Seus pais eram finos apreciadores da música em suas melhores formas e, desde que Censório nadava na barriga de sua mãe, já era embebido com música, muita música. Esperança e Artur acreditavam que a única coisa que poderia mudar o Brasil era a música.
Aos oito anos Censório pediu seu primeiro violão de presente. Ganhou na hora obviamente. Passava todo o seu tempo praticando e tendo aulas com seus professores, seus grandes mestres, os discos. Tirava tudo de ouvido, não sabia nada de partitura, era um gênio.
Aos dez já era o sucesso da família, em todas as festas o garotinho tocava, alegrando os tios, primos, avós, cachorro e tudo que podia ouvi-lo. Nesse tempo escreveu sua primeira música:
“Meus dez anos viveram com muito amor
Aprendi música, e hoje toco com fervor
Ainda não tenho uma namorada
Mas logo conquistarei
Ainda sou menino paralitico
Mas um dia levantarei
Serei grande isso eu sei
Pra dar tiro em político”
Num Natal de família o garotinho tocou sua música, foram trinta segundos de atenção. Depois só se perguntava: da onde ele tira tanta coisa com apenas dez anos? Nesse dia os pais de Censório já imaginavam o homem que ele seria.
Com quinze anos o rapaz foi ao seu primeiro show. Assistiu “Os Debutantes” bem de perto. Apaixonou-se pela guitarra elétrica. Apaixonou-se pelo público. A partir daquele dia ele decidira que a música fazia parte dele, era um órgão, algo vital. Queria vomitar tudo o que sentia para o povo.
Começou a sair de casa, ia a bares onde os músicos se encontravam. Ia se aproximando devagarzinho. Usava da sua pouca idade pra conquistá-los. Foi se afundado nessa onda de amizades e logo já fazia parte daquilo tudo. Era o caçula da turma, da turma mais intelectual e doida da cidade maravilhosa.
Aos dezesseis já assinava músicas com os grandes da MPB, já tocava em alguns bares, mas nunca havia subido em um grande palco, ainda não tinha uma legião de fãs, e era isso que ele queria. Sua chance estava chegando, o grande festival de música da maior rede de TV já estava com as inscrições abertas. Era a hora, músicas não faltavam, faltava idade.
Depois de muito choramingar convenceu seus pais e seus amigos músicos a ir junto para São Paulo. Deram um jeito de inscrevê-lo e pronto ele já estava.
Atrás das cortinas só se ouvia os berros, as vaias e tudo mais. Era um calor infernal, e uma tensão no ar. Havia militares em todos os cantos, prontos para intervir se alguém contrariasse a censura. Censório dentro do camarim ouviu seu nome. Estava calmo apesar de tudo. Abriu a porta e se posicionou na frente da cortina olhando reto. As cortinas se abriram e lá estava o rapaz, fardado, com uma pistola em uma mão e uma guitarra na outra. As vaias começaram. No meio da confusão se ouviu um tiro e viram um corpo no chão. Censório suicidou-se no palco. O silêncio foi unânime. Censório havia se tornado herói. Matou a ditadura e foi junto com ela. Torturá-la.